

Fevereiro reúne duas campanhas de conscientização em saúde que merecem atenção: Fevereiro Roxo (Alzheimer, lúpus e fibromialgia) e Fevereiro Laranja (leucemia e doação de medula óssea). O objetivo não é gerar medo — é ampliar informação confiável, incentivar atenção aos sinais e fortalecer o cuidado no tempo certo.
Ao longo da rotina, é comum normalizar sintomas, adiar avaliações ou acreditar que “vai passar”. Essas campanhas lembram algo simples: quando o corpo e a mente dão sinais persistentes, investigar cedo costuma abrir caminhos melhores. E, no caso do Fevereiro Laranja, existe ainda uma possibilidade concreta de ajudar outras pessoas: se cadastrar como doador de medula óssea.
Fevereiro Roxo: Alzheimer, lúpus e fibromialgia
O Fevereiro Roxo reúne três temas diferentes, mas com algo em comum: muitas pessoas convivem com sintomas por meses (ou anos) até terem um diagnóstico e um plano de cuidado bem estruturado. Informação clara ajuda a reduzir atrasos e a buscar orientação com mais segurança.
O Alzheimer é uma condição neurodegenerativa que pode afetar memória, linguagem, orientação e autonomia ao longo do tempo. Em fases iniciais, sinais podem ser confundidos com distração, estresse ou “coisas da idade”. Vale atenção quando as mudanças começam a impactar o dia a dia.
Sinais que merecem avaliação, especialmente se forem frequentes ou progressivos:
esquecimentos repetidos que atrapalham tarefas e compromissos
confusão com datas, caminhos e rotinas habituais
dificuldade para encontrar palavras ou acompanhar conversas
alterações de humor, apatia, irritabilidade ou retraimento fora do padrão
Buscar avaliação cedo não é rotular ninguém — é abrir espaço para orientação adequada, suporte e organização de cuidados com mais tranquilidade.
O lúpus é uma doença autoimune. Em termos simples, o sistema imunológico pode atacar estruturas do próprio corpo, causando inflamação. Os sinais variam bastante de pessoa para pessoa e podem alternar fases de melhora e piora, o que costuma confundir.
Sinais que merecem atenção (principalmente quando se repetem ou aparecem em conjunto):
dores e/ou inchaço nas articulações
fadiga intensa e persistente
manchas na pele, muitas vezes piorando com exposição ao sol
febre baixa recorrente, queda de cabelo, feridas na boca e outros sintomas persistentes
A avaliação médica é essencial para investigar a causa e conduzir acompanhamento seguro e individualizado.
Fibromialgia: dor crônica é real e precisa de cuidado sério
A fibromialgia costuma envolver dor difusa (em várias partes do corpo), sensibilidade aumentada, cansaço intenso e sono não reparador. Muitas vezes, os exames não mostram alterações “visíveis” — e isso pode gerar incompreensão. Ainda assim, o impacto na vida diária pode ser grande.
Sinais comuns:
dor no corpo por semanas ou meses, com piora do bem-estar geral
fadiga persistente e sensação de “energia baixa”
sono ruim, acordar cansado, rigidez e sensibilidade
dificuldade de concentração associada ao quadro
O cuidado costuma ser individualizado e pode envolver abordagem multidisciplinar, com foco em funcionalidade, qualidade de vida e redução de impacto no cotidiano.
O Fevereiro Laranja chama atenção para a leucemia e para a importância de olhar para sinais que pedem avaliação médica. Ao mesmo tempo, reforça um tema de solidariedade que faz diferença real: o cadastro como doador de medula óssea.
Leucemia: sinais de alerta sem alarmismo
Leucemia é um tipo de câncer que se origina nas células do sangue. Muitos sintomas podem ter outras causas, mas a persistência, repetição ou combinação deles merece investigação.
Procure avaliação se notar:
cansaço intenso e palidez persistente
febre recorrente ou infecções frequentes
hematomas/manchas roxas com facilidade ou sangramentos sem explicação
perda de peso sem motivo aparente
A mensagem aqui é prática: é sobre não ignorar sinais persistentes.
Quando falamos em leucemia e outras doenças do sangue, a doação de medula óssea pode ser decisiva para algumas pessoas em tratamento. O ponto importante é que o primeiro passo é simples: o cadastro como doador no REDOME, feito em hemocentros habilitados.
Em geral, o processo envolve:
preenchimento de dados e assinatura do termo de consentimento
coleta simples para tipagem de compatibilidade (HLA)
inclusão do cadastro no registro nacional para busca de compatibilidade
Se um dia houver compatibilidade com alguém que precisa de transplante, o doador é contatado para confirmação de dados e realização de exames. A partir daí, a equipe do hemocentro orienta as próximas etapas com segurança.
Para identificar um local de cadastro, consulte os canais oficiais do REDOME/INCA ou a rede de hemocentros do seu estado.
O que você pode fazer hoje
A conscientização vira cuidado quando se transforma em atitude:
observar sinais persistentes e buscar avaliação quando algo foge do padrão
apoiar sem julgamentos quem convive com sintomas crônicos ou “invisíveis”
considerar o cadastro como doador de medula óssea e incentivar informação confiável
Este texto é educativo e não substitui avaliação médica. Em caso de sintomas persistentes, piora clínica ou sinais de alerta, procure um serviço de saúde.
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